A internet é uma ferramenta que veio para facilitar a maneira como as pessoas e empresas interagem umas com as outras. Hoje em dia, é difícil imaginarmos a vida sem as possibilidades, os recursos e a comodidade que ela nos oferece. Mas nem tudo é apenas positivo e, infelizmente, os cibercrimes no Brasil vem se tornando uma prática cada vez mais recorrente.

Uma das razões que faz com que o país seja um dos principais alvos para os criminosos virtuais é sua fraca e deficiente legislação sobre os crimes cibernéticos.

A Lei nº 12.737/2012, mais conhecida como “Lei Carolina Dieckmann”, proposta de lei realizada após um hacker roubar fotos do computador da atriz, descreve a invasão de aparelhos informáticos alheios como uma violação de direito a privacidade, com penas que vão de 3 meses a 1 ano de detenção, mais multa.

No entanto, as penas previstas em lei parecem não ser suficientes para impedir a atuação dos cibercriminosos. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, a Lei de Segurança e Privacidade de Dados Pessoais prevê sentenças de até 5 anos de reclusão.

Principais tipos de cibercrime no Brasil

1. Phishing

Pishing é um termo que une uma série de métodos utilizados pelos hackers para roubar as informações confidenciais de um usuário da internet. O processo para esse tipo de delito virtual ocorre basicamente por meio de esquemas que induzam a pessoa a fornecer seus dados pessoais.

Os criminosos podem criar e-mails que peçam clicks em links suspeitos ou downloads de programas, sites que imitem as páginas de bancos e seguradoras, além de diversas outras artimanhas que possibilitem a obtenção de senhas bancárias e informações dos cartões de crédito, por exemplo.

2. Invasão de privacidade

O ato de invadir a vida alheia através de um computador é uma das formas mais conhecidas de cibercrime. Hackers são capazes de monitorar toda sua atividade online, lendo e-mails, adentrando nas contas de redes sociais e roubando fotos e informações sigilosas (para conseguir dados e senhas, usam o phishing ou softwares desenvolvidos para esses fins específicos).

Você provavelmente já leu ou assistiu uma reportagem em que uma celebridade teve fotos íntimas roubadas e divulgadas na rede, não é verdade? Esse tipo de infração caracteriza uma invasão de privacidade e, portanto, o invasor estará sujeito às aplicações da lei.

3. Perseguição virtual

A perseguição virtual, também chamada de “stalking”, acontece quando o transgressor cibernético assedia suas vítimas de maneira contínua. Os infratores podem infectar um dispositivo com um malware que registre todas as atividades realizadas no aparelho e passarem a acompanhar tudo o que a pessoa faz na rede.

Além do que, há casos em que os familiares e amigos são envolvidos em um esforço de extrair o máximo de informações do usuário em questão.

4. Assédio online

Esse é um tipo de crime cibernético bastante comum, sendo geralmente associado às redes sociais. O assédio online é fácil de ser reconhecido e simples de ser denunciado: a Polícia Federal oferece um formulário em seu site e as Polícias Civis de diversos estados possibilitam o registro de boletim de ocorrência pela internet.

A prática envolve desde intimidações de caráter sexual até ameaças que envolvam agressões. Se isso acontecer com você, procure a polícia o quanto antes e lembre-se de registrar, por meio do “print screen”, as mensagens que receber.

Não se esqueça de ter um bom antivírus em seu computador e no smartphone, e sempre o mantenha atualizado! O cibercrime no Brasil vem aumentando conforme cresce o acesso à informação, mas adotar práticas de segurança adequadas certamente vai reduzir as chances de você ser afetado.

No caso de empresas, sejam elas de pequeno ou grande porte, vale a pena investir em softwares desenvolvidos especialmente para a segurança institucional, além de considerar o treinamento de funcionários, normalmente oferecido pelos próprios desenvolvedores de programas, para que estejam mais capacitados ao lidar com ameaças virtuais. É interessante que as pessoas no setor de TI estejam cientes também de procedimentos relativos à segurança da informação, que abrangem a organização como um todo e protegem o que há de sigiloso dentro da empresa.

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