[POST ESTENDIDO] Qual a importância do monitoramento de redes?

As redes de computadores estão ficando cada vez maiores e mais complexas, exigindo das organizações uma atenção especial com aspectos antes praticamente inexistentes. Hoje, há um alto nível de integração entre dispositivos, tornando o acompanhamento do funcionamento e da disponibilidade de todos os itens um ponto crucial para o sucesso de qualquer empresa.

Foi a partir dessa possibilidade que surgiu o conceito de monitoramento de redes — o qual podemos definir como uma forma mais abrangente do gerenciamento de redes. Mas qual é a importância, para a sua companhia, de fazer esse acompanhamento?

Se esta é a sua dúvida, recomendamos a leitura deste artigo, no qual mostraremos o quão importante é o papel exercido pelo monitoramento e quais são os processos necessários para realizá-lo corretamente. Pronto para começar?

A importância do monitoramento de redes

Hoje, encontramos dentro das organizações um alto volume de dispositivos de diferentes fabricantes. E isso torna o gerenciamento mais complexo e complicado.

Tal diversidade de fornecedores, bem como o alto volume de dispositivos dentro da organização, tornou a estruturação e a implementação grandes desafios para qualquer equipe de TI. Isso ocorre porque é necessário conhecer todos os pontos fortes, assim como seus aspectos mais críticos, para que o responsável tome decisões que não tornem sua rede vulnerável.

Quando pensamos em monitoramento, o principal intuito é maximizar a eficiência e a produtividade de uma ou mais redes, além de mantê-las estáveis. Ao desenvolver um plano para realizá-lo, é necessário ativar funções que possibilitem o controle total da rede e de seus serviços, fornecendo mecanismos de análise e de controle de seus dispositivos e recursos.

Não apenas os ativos de redes, mas os dados também devem ser monitorados, evitando perdas por motivos de segurança ou falhas no sistema. Entretanto, sem uma ferramenta adequada para monitoramento, não é possível diagnosticar a sobrecarga na rede ou o mau dimensionamento de dispositivos, entre outros incidentes que podem ocorrer e ocasionar perdas de produtividade aos usuários.

Com a diversidade de dispositivos dentro de uma rede, podemos encontrar inúmeros problemas cujos gerenciamentos requerem uma estrutura bem definida. Aliás, muitas vezes pensamos que nossa estrutura está bem definida e livre de falhas, mas há casos em que as ferramentas de monitoramento escolhidas não atendem a toda a gama de serviços e de infraestrutura de TI.

 

E, para suprir tal carência, é necessário outro mecanismo de monitoramento. Como você pode ver, vários fatores são levados em consideração quanto à atividade de monitoramento e gerenciamento de redes.

Tais pontos estão, geralmente, relacionados aos equipamentos e aos usuários — são as necessidades deles que devem ser atendidas, mas de maneira controlada. O ideal é manter uma organização em que seja centralizado um único ponto dos serviços, e os limites de atuação deste quesito devem prover tarefas, tais como:

  • planejamento de capacidade, desempenho, segurança;
  • controle de acesso à rede;
  • disponibilidade;
  • documentação de configuração;
  • suporte ao usuário;
  • gerência de problemas;
  • controle de inventário;
  • escalabilidade.

Todas as redes precisam estar disponíveis o tempo todo. Assim, elas auxiliarão a empresa a atingir objetivos com rapidez e eficiência, não importando quais mecanismos foram usados para tal sucesso dos departamentos.

Atualmente, quando pensamos em monitoramento de redes, utilizamos diversos conceitos tecnológicos. E um dos exemplos é a padronização dos protocolos de gerenciamento, nos quais se destacam o SNMP (Simple Network Management Protocol) e o RMON (Remote Network Monitoring), sendo estes utilizados em ferramentas específicas para cada situação, fornecendo uma boa visão de todo o comportamento da rede.

Os usuários de softwares de monitoramento esperam muito deles. Muitas vezes, tais programas são subutilizados: é possível observar que inúmeras características são inexploradas ou aproveitadas de modo pouco eficiente. O investimento em um software eficaz de monitoramento pode ser justificado pelos seguintes fatores:

  • as redes e os recursos distribuídos estão se tornando vitais para o funcionamento das da maioria das organizações. Sem um controle efetivo, os recursos não geram o retorno esperado;
  • o crescimento acelerado em uma rede com componentes, usuários, interfaces e protocolos ameaça o gerenciamento e o monitoramento referente ao que está conectado a ela e a como os recursos estão sendo utilizados;
  • quando são adicionadas novas funcionalidades, os usuários esperam uma melhora dos serviços oferecidos ou, no mínimo, a mesma qualidade;
  • na medida em que um recurso ganha em importância para a organização, mais necessária se torna a sua disponibilidade — que deve ser garantida pelo sistema de gerenciamento e monitoramento;
  • a utilização das funcionalidades deve ser monitorada e controlada, para garantir que as necessidades dos usuários sejam satisfeitas a um custo razoável.

Agora que você já sabe o quanto é significativo realizar o monitoramento de redes, vamos explorar os meios capazes de garantir que o processo ocorra corretamente?

Como garantir um correto acompanhamento das redes

Seguindo as leis dos procedimentos de TI, o monitoramento de redes requer uma série de medidas imprescindíveis para assegurar que haja eficiência e que os benefícios sejam extraídos ao máximo. Que tal falarmos sobre algumas dessas medidas? Confira, abaixo, as que podemos considerar primordiais:

Monte uma equipe capacitada

As tarefas de monitoramento não podem ser atribuídas ao “carinha da TI” — tampouco a uma equipe inexperiente e sem as certificações que comprovem a aptidão para lidar com as ferramentas, as configurações e o gerenciamento da rede.

O profissional responsável pelo monitoramento de redes é o sysadmin (administrador de sistemas), cujo conhecimento técnico deve ser bastante elevado para assumir a posição de Senior ou até mesmo Pleno. Dependendo do tamanho e da complexidade da infraestrutura, é recomendado que haja uma hierarquia, formada por 3 níveis de administradores.

Mas por quê? Porque muitos dos problemas que ocorrem são corriqueiros e simples de se resolver, dispensando a necessidade de expertise. Com isso, cabe ao sysadmin de classe superior garantir a estabilidade da rede e solucionar problemas críticos.

Uma alternativa para isso é a contratação de um serviço terceirizado (outsourcing de TI). Ele é prestado por uma empresa qualificada e experiente no ramo, que se encarregará de manter a rede segura, estável e bem monitorada.

Defina os KPIs mais relevantes

Monitorar exatamente tudo o que acontece no ambiente de rede corporativo, em tempo real, é uma tarefa difícil de ser realizada e deve constituir uma meta a longo prazo. No entanto, vale salientar que não é necessário dedicar tamanho esforço logo de início: é preciso começar pelos processos mais importantes e deixar que os demais sejam alinhados com o tempo.

Para isso, o uso dos KPIs (Key Performance Indicators), indicadores que medem o desempenho de determinados processos, é de grande utilidade. Dessa forma, os procedimentos cruciais passam a ser monitorados.

Crie alertas de notificações

Assim como um eficiente alarme de incêndio é fundamental para prevenir desastres, o sistema de alertas colabora para que eventuais problemas sejam corrigidos com mais agilidade. É possível criar avisos direcionados ao responsável por um setor ou um servidor específico, por exemplo.

Isso o torna ainda mais preciso, cabendo ao profissional encontrar-se disponível para trabalhar em cima da ocorrência. Dependendo do software implementado para criar alertas e notificações, é possível programar ações a serem iniciadas automaticamente, na medida em que determinados eventos acontecerem.

Sem dúvidas, essa medida ajuda — e muito — a otimizar o tempo dos administradores. Parte das providências aqui mencionadas, bem como a maioria das que podem ser adotadas pela empresa, requer o uso de ferramentas específicas para que sejam realizadas com êxito.

Sendo assim, para complementar o tópico, elencamos três ótimas ferramentas pelas quais a empresa pode optar. Vamos à lista?

3 ferramentas para auxiliar no monitoramento de redes

Existem diversas ferramentas (gratuitas e pagas) empregadas no monitoramento de redes, inclusive as que possuem um código aberto (open source). Estas últimas permitem que customizações sejam feitas conforme as necessidades.

Por falar em necessidades, elas são o único meio de identificar quais programas devem ser adotados. Na lista que apresentamos abaixo, você veráos mais conhecidos:

1. Nagios

O Nagios é uma ferramenta de monitoramento amplamente adotada no mundo — e razões para isso não faltam. Trata-se de um software gratuito e livre (portanto, possui o código aberto) que pode ter suas funcionalidades adaptadas pela própria equipe de TI.

Um detalhe interessante sobre o Nagios é que a ferramenta é disponibilizada em 3 versões: XI, Log Server e Network Analyzer. Cada uma delas é voltada para um tipo diferente de tarefa.

Nagios XI, por exemplo, é ideal para monitorar todos os componentes da infraestrutura. Já o Log Server é usado no armazenamento e no gerenciamento de dados log, além de auxiliar na emissão de notificações.

O Network Analyzer, por sua vez, monitora continuamente fontes de tráfego e possíveis ameaças. Em suma, as versões da ferramenta Nagios, juntas, são capazes de realizar parte das principais atividades de monitoramento de redes, o que justifica a fama do grupo.

2. PRGT

Assim como o Nagios, o PRGT é um recurso completo, que abrange diversos tipos de processos. Porém, é mais reconhecido pela alta capacidade de monitorar toda uma infraestrutura de TI, desde roteadores, switches e servidores até a climatização do datacenter.

Com o PRGT, uma empresa pode controlar praticamente tudo. Isso porque a ferramenta possui mais de 200 sensores, ou seja, age como um verdadeiro pente fino na caça às falhas, aos problemas e às vulnerabilidades.

Um ponto consideravelmente atrativo é a sua compatibilidade com múltiplas plataformas, permitindo que todos os dados, gráficos e relatórios sejam visualizados ou compartilhados até mesmo em dispositivos móveis. Vale destacar, porém, que o PRGT é pago.

3. Dash

Acessar as informações e gerenciar as tarefas de monitoramento separadamente são tarefas exaustivas, que demandam tempo e esforço. Isso faz com que um dashboard (painel de controle), acessível via web e que reúna recursos e dados — apresentados em gráficos — junto a uma interface intuitiva, seja uma solução providencial.

É justamente esse o papel da ferramenta dash: permitir que o acompanhamento das redes seja feito por meio de um dashboard. E isso pode ocorrer a partir de qualquer local ou dispositivo, bastando uma conexão com a internet.

Este conteúdo foi útil para você? Esperamos ter lhe ajudado a solucionar as principais dúvidas sobre o monitoramento de redes. Para ficar por dentro das novidades e não perder mais nenhum conteúdo, siga nossas redes sociais — estamos no Twitter e no Facebook!

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